Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Pedro Abrunhosa
terça-feira, 14 de outubro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
A Certeza
Quero abraçar-te,
Beijar-te, sentir-te…
Quero dizer-te o quanto te amo,
o quanto te quero,
o quanto te desejo..
Quero ficar contigo
numa escala de tempo chamada sempre…
Ontem….Hoje… e SEMPRE!!
Beijar-te, sentir-te…
Quero dizer-te o quanto te amo,
o quanto te quero,
o quanto te desejo..
Quero ficar contigo
numa escala de tempo chamada sempre…
Ontem….Hoje… e SEMPRE!!
sábado, 6 de setembro de 2008
Faces da Anatomia
Estudo anatomia.
Aquela que me percorre o corpo,
A que me faz estar viva.
Entre artérias e veias,
Vísceras e gânglios
Tento sabe-los, mas são de tal especificidade
Que não conseguirei conhece-los todos
A tempo de maneira a passar
A aquela mesma anatomia que mantém viva
Sem eu necessitar de a saber
E aquela que me tem dado muitos dissabores
Por não conseguir sabe-la de cor….
Aquela que me percorre o corpo,
A que me faz estar viva.
Entre artérias e veias,
Vísceras e gânglios
Tento sabe-los, mas são de tal especificidade
Que não conseguirei conhece-los todos
A tempo de maneira a passar
A aquela mesma anatomia que mantém viva
Sem eu necessitar de a saber
E aquela que me tem dado muitos dissabores
Por não conseguir sabe-la de cor….
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Sinto falta...
Falo contigo,
desabafo o que sinto,
mas tu não me respondes.
Sei que me ouves,
que sinto a tua falta...
Falta da tua presença,
da tua dedicação,
de te ver...
Não te posso mais abraçar,
ver-te sorrir,
mas estarás para sempre no meu coração.
sábado, 2 de agosto de 2008
Sentir
Sinto o meu coração apertado,
o meu estômago a contorcer-se.
Sinto que já não sei o que sinto,
que já não sei o que sou.
Sei apenas que te amo,
que te quero,
que sou tua....
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Noite sem fim...
Acordo. O telefone estava a tocar. Sinto a minha mãe nervosa a sair à pressa de casa como se algo de grave tivesse acontecido. Meu tio que morava bem perto de mim não estava bem. Pensei que fosse uma simples indisposição mas parecia bem mais do que isso. Uma luz azul irrompera no meio do escuro entre a janela do meu quarto e a casa do meu tio, a ajuda necessária tinha chegado.
O nervosismo invadia o meu corpo por não saber o que se estava a passar, o medo de algo de errado poder acontecer não me deixava pensar. Rogava a todos os deuses para que nada de mal acontecesse.
A noite começou devagarinho a fazer-se dia e a angustia tomava cada vez mais o sentido crescente dentro de mim. Não sabia o que fazer, só queria que me dissessem que se estava a passar.
O nervosismo invadia o meu corpo por não saber o que se estava a passar, o medo de algo de errado poder acontecer não me deixava pensar. Rogava a todos os deuses para que nada de mal acontecesse.
A noite começou devagarinho a fazer-se dia e a angustia tomava cada vez mais o sentido crescente dentro de mim. Não sabia o que fazer, só queria que me dissessem que se estava a passar.
Uns gritos chegaram pelo meio daquela madrugada que demorava a fazer-se dia e naquele momento toda a minha esperança desabara como um castelo de areia. Aquela madrugada tinha perdido o brilho do dia e a escuridão invadira de novo os meus olhos e o meu coração.
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